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O enfermeiro

Parece-lhe então que o que se deu comigo em 1860, pode entrar numa página de livro? Vá que seja, com a condição única de que não há de divulgar nada antes da minha morte. Não esperará muito, pode ser que oito dias, se não for menos; estou desenganado. Olhe, eu podia mesmo contar-lhe a minha vida inteira, em que há outras cousas interessantes, mas para isso era preciso tempo, ânimo e papel, e eu só tenho papel; o ânimo é frouxo, e o tempo assemelha-se à lamparina de madrugada. Não tarda o sol do outro dia, um sol dos diabos, impenetrável como a vida. Adeus, meu caro senhor, leia isso e queira-me bem; perdoe-me o que lhe parecer mau, e não maltrate muito arruda, se lhe não cheira a rosas. Pediu-me um documento humano, ei-lo aqui. Não me peça também o império de Grão-Mogol, nem a fotografia de Macabeus; peça, porém, os meus sapatos de defunto e não os dou a ninguém mais. Já sabe que foi em 1860. No ano anterior, ali pelo mês de agosto, tendo eu quarenta e dois anos fiz-me teólogo, ...

É HORA DE PAZ

E fez-se então, a hora da paz Os povos calaram-se simultaneamente E ouviram a voz das águas Das montanhas, da natureza Dos animais, e nada mais O ar soprou forte Fazendo folhas rodopiarem Ninguém agiu nem falou Ninguém se moveu E então, A humanidade entrou Na imensidão do silêncio E vivenciou A mais perfeita paz Naquela hora Nenhuma arma foi acionada Nenhuma máquina foi ligada Nenhuma agressão foi cometida Nenhuma sirene soou Nenhum alarme disparou Apenas funcionava O que da vida cuidava E, pela primeira vez A humanidade conheceu a paz Minutos antes de terminar Todos estavam armados Com uma pequena semente Que ao soar o sinal programado Foram lançadas à terra Em todo o mundo A paz foi semeada Na Terra E no coração De cada um O sábio que profetizou A hora da paz Proclamou à humanidade: E uma nova linguagem há de vir Há de vir para ficar Que traduz união Justiça, igualdade É a linguagem da paz Somos todos irmãos Somos todos iguais Somos filhos da Terra do Sol, da Água, do Ar Somos ...

Livros e flores

Teus olhos são meus livros. Que livro há aí melhor, Em que melhor se leia A página do amor? Flores me são teus lábios. Onde há mais bela flor, Em que melhor se beba O bálsamo do amor? http://pensador.uol.com.br/machado_de_assis_poemas/ Machado de Assis

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente! Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar. Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende. Amigo a gente entende! Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar. Porque amigo sofre e chora. Amigo não tem hora pra consolar! Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção. Amigo é a base quando falta o chão! Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade. Ter amigos é a melhor cumplicidade! Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!   Texto: Joaquim Maria Machado de Assis Site: http://pensador.uol.com.br/machado_de_assis_poemas/

Faxina na Alma

Não importa onde você parou...em que momento da vida você cansou... O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... E renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado... Chorou muito? foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? era o início de sua melhora... Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz... De encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego? Uma nova profissão ? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso...Ou aquele velho desejo de aprender a pintar... Desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa... Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Esta...

Amigos para sempre

Eu não tenho nada pra dizer Você parece no momento até saber Como eu estou sofrendo Vem veja através dos olhos meus a emoção que sinto Em estar aqui Sentir seu coração me amando (refrão 2x) Amigos para sempre é o que nós iremos ser Na primavera ou em qualquer das estações Nas horas tristes nos momentos de prazer Amigos para sempre Você pode estar longe, muito longe sim Mas por te amar sinto você perto de mim, E o meu coração contente Não nos perderemos não te esquecerei Você é minha vida tudo que eu sonhei E quis para mim um dia. (refrão 2x) Amigos para sempre é o que nós iremos ser Na primavera ou em qualquer das estações Nas horas tristes nos momentos de prazer Amigos para sempre Amigos para semrpe http://letras.terra.com.br/jayne/46480/

Paz do Meu Amor

Você é isso: Uma beleza imensa, Toda recompensa de um amor sem fim. Você é isso: Uma nuvem calma No céu de minh'alma; é ternura em mim. Você é isso: Estrela matutina, Luz que descortina um mundo encantador. Você é isso: É parto de ternura, Lágrima que é pura, paz do meu amor. Luiz Vieira Composição : Luiz Vieira http://letras.terra.com.br/luis-vieira/546692/

Para Sempre

Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. Carlos Drummond de Andrade Sugerida por: Marli Lourecon Estou homenageando minha amiga Marli e a mãe querida dela Maria Ignês e a todas mães e seus filhos queridos.

A Miragem

Não direi que a tua visão desapareceu dos meus olhos sem vida Nem que a tua presença se diluiu na névoa que veio. Busquei inutilmente acorrentar-te a um passado de dores Inutilmente. Vieste - tua sombra sem carne me acompanha Como o tédio da última volúpia. Vieste - e contigo um vago desejo de uma volta inútil E contigo uma vaga saudade… És qualquer coisa que ficará na minha vida sem termo Como uma aflição para todas as minhas alegrias. Tu és a agonia de todas as posses És o frio de toda a nudez E vã será toda a tentativa de me libertar da tua lembrança. Mas quando cessar em mim todo o desejo de vida E quando eu não for mais que o cansaço da minha caminhada pela areia Eu sinto que me terás como me tinhas no passado - Sinto que me virás oferecer a água mentirosa Da miragem. Talvez num ímpeto eu prefira colar a boca à areia estéril Num desejo de aniquilamento. Mas não. Embora sabendo que nunca alcançarei a tua imagem Que estará suspensa e me ...

Inocência

De um lado, a veste; o corpo, do outro lado, Límpido, nu, intacto, sem defesa... Mitológico rosto debruçado Na noite que, por ele, fica acesa! Se traz os lábios húmidos e lassos É que a paixão sem mácula ainda o cega E tatuou na curva de alvos braços As sete letras da palavra: entrega. Acre perfume o dessa flor agreste. Álcool azul o desse verde vinho. De um lado o corpo; do outro lado, a veste Como luar deitado no caminho... Em frente há um pinheiro cismador. O rio corre, vagaroso ao fundo. Na estrada ninguém passa... Ai! tanto amor Sem culpa! Ai! dos Poetas deste mundo! Pedro Homem de Mello, in "O Rapaz da Camisola Verde"   http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200810200021

Como é grande o meu amor por você

Eu tenho tanto pra lhe falar Mas com palavras não sei dizer Como é grande o meu amor por você E não há nada pra comparar Para poder lhe explicar Como é grande o meu amor por você Nem mesmo o céu nem as estrelas Nem mesmo o mar e o infinito Não é maior que o meu amor Nem mais bonito Me desespero a procurar Alguma forma de lhe falar Como é grande o meu amor por você Nunca se esqueça, nem um segundo Que eu tenho o amor maior do mundo Como é grande o meu amor por você Mas como é grande o meu amor por você Composição: Roberto Carlos Fonte: http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/48570/

Eu preciso de voce

Eu preciso de você porque tudo que eu pensei que pudesse desfrutar da vida, sem você, não sei meu amanhecer é lindo se você comigo está tudo é muito mais bonito num sorriso que você me dá Eu não vivo sem você porque tudo que eu andei.. procurando pela vida, agora eu sei que andei sabendo que em algum lugar te encontraria pois você já era minha, e eu sabia Como a abelha necessita de uma flor eu preciso de você e desse amor como a terra necessita o sol e a chuva, eu te preciso e não vivo um só minuto sem você Eu preciso de você porque em toda minha vida nem por uma vez amei alguém assim você é tudo, é muito mais do que eu sonhei pra mim e é por isso que eu preciso de você Letra e composição: Roberto Carlos Extração da letra: http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/84963/

Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar - é lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor! Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã! Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, - Pés descalços, braç...

Perfume de Deus

Enviado pelo site http://apoiofraterno.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

Eu cantarei de amor tão docemente

Eu cantarei de amor tão docemente Por uns têrmos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça sentir ao peito que não sente. Farei que amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados, Brandas iras, suspiros magoados, Temerosa ousadia e pena ausente. Também, Senhora, do desprêzo honesto De vossa vista branda e rigorosa, Contentar-me-ei dizendo a menor parte. Luis Vaz de Camões http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/camoes.html

Poesia da Felicidade

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o! Fernando Pessoa http://pensador.uol.com.br/poesia_felicidade_fernando_pessoa/

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d'água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar Vou-me embora pra Pasárgada Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcalóide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar — Lá sou amigo do rei — Terei a mulher qu...

Um Amor Especial

Quando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe. Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado. Todos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: “linda.” No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado. Quando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de mal de alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto. Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo. Começou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada. Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu todas as funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clí...

EU SEI QUE VOU TE AMAR

Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida, eu vou te amar Em cada despedida, eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar E cada verso meu será Pra te dizer Que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida Eu sei que vou chorar A cada ausência tua, eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que esta tua ausência me causou Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida Editora Musical Arapuã http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/article.php3?id_article=1130

Ante as Crises do Mundo

As crises, as dificuldades, os desregramentos do mundo!... De modo habitual, referimo-nos às provações terrestres, mormente nas épocas de transição, como se nos regozijássemos em ser folha inerte nas convulsões da torrente. Em verdade, o mundo se encontra em renovação incessante, qual sucede a nós próprios, e, nas horas de transformações essenciais, é compreensível que a Terra pareça uma casa em reforma, temporariamente atormentada pela transposição de linhas e reajustamento de valores tradicionais. Tudo em reexame, a fim de que se revalidem os recursos autênticos da civilização, escoimados da ganga dos falsos conceitos do progresso, dos quais a vida se despoja para seguir adiante, mais livre e mais simples, conquanto mais responsável e mais culta. Natural que a existência em si mesma, nessas ocasiões, se nos afigure como sendo um painel torturado de paixões à solta. Costumamos olvidar, porém, que o mundo é o mundo e nós somos nós. Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há si...